Artigo em lifecooler.com :

De barco pelo Tejo, até ao Mouchão da Póvoa
Embarcámos no «Castro Júnior» e fomos descobrir as ilhas no meio do Tejo e os flamingos.
Catarina Sacramento
 
   
Sabia que existem ilhas no meio do rio Tejo? E que uma delas é uma reserva natural de aves aquáticas? Se respondeu não às duas perguntas anteriores, este texto é para si. O Lifecooler embarcou numa viagem a bordo do Castro Júnior e conta-lhe o que viu (flamingos incluídos).
   
Flamingos no Tejo?

Sim, é verdade. Os flamingos não existem só nos documentários do National Geographic ou em países distantes. Espante-se - sobretudo se vive em Lisboa e ainda não sabia -, mas é possível vê-los bem mais perto, ao vivo e a cores, em pleno rio Tejo. Na verdade, não tão perto quanto isso… mas já lá iremos. A convite da TransTróia, fomos conhecer duas ilhas, situadas a curta distância, e observar as aves que ali habitam.

Quinze horas, cais de embarque. Os teleféricos passam, de um lado para o outro, sobre as nossas cabeças. É junto ao Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, que o Castro Júnior se encontra, mas dentro de alguns minutos já estará em marcha, com a bússola apontada para norte. O destino são os Mouchões da Póvoa de Santa Iria.

E a pergunta impõe-se: mas o que é um mouchão? É uma língua estreita de areia, semeada de vegetação, que serve de habitat a uma série de aves marinhas.
   
Castro Júnior, aí vamos nós

A embarcação onde seguimos chama-se Castro Júnior. É verde e ao contrário do que o nome faria supor, já tem 60 anos de viagens no rio. Contudo, há quase 10 anos o barco foi remodelado, ganhou uma cozinha, casas de banho e desde 1998 transporta turistas (e já não mercadoria).

O dia está quente, o ambiente calmo. A contrariar a taxa média de ocupação ao longo do Verão, desta vez não são mais de 30 os passageiros espalhados pelas mesas e bancos de madeira do barco.

Tudo a postos: o Castro Júnior arranca e o som do motor a trabalhar lembra que os tempos em que navegava à vela há muito ficaram para trás. Como o cais de embarque, mais distante a cada minuto que passa. Ao leme vai o mestre Henriques, com os 50 anos de experiência rio e de mar: toda uma vida dedicada à pesca do bacalhau, como nos conta.
   
É lento o ritmo do passeio: nunca ultrapassa os quatro ou cinco nós (menos de 10 km/hora). Afinal, a ideia não era ser uma aventura emocionante, mas um passeio descontraído. Olha-se para um lado, depois para o outro, a fruir da paisagem. Neste “cruzeiro rústico” não se procuram grandes luxos, mas sim três horas com a natureza em volta e o azul do céu no horizonte.

Vinte minutos depois, uma experiência rara: ver a ponte Vasco da Gama de um ângulo nada habitual - precisamente de baixo. E ao fim de algum tempo, na margem esquerda, já começam a avistar-se umas aves. Com uns binóculos emprestados, é possível distinguir um grupo de flamingos: onze, mais precisamente. E além deles há cegonhas, garças ou colhereiros, assim baptizados devido ao bico em forma de colher.

O barco avança pelo espaço entre as ilhas e, não tarda, os pontos brancos de um lado e de outro vão começar a tomar forma. E a tornar-se cor-de-rosa. Bingo! Lá está mais grupo de flamingos, as estrelas do passeio.
   
De olhos bem abertos

À medida que a garganta de água estreita, a língua de terra coberta de verde (ou seja, o mouchão) torna-se mais visível do lado direito. Mas, infelizmente, nunca permite grandes aproximações: por se tratar de uma reserva natural selvagem e também porque neste ponto a água não tem mais de 2,5 metros de profundidade. Ao fim de hora e meia, é tempo de dar meia volta e contemplar o mouchão, agora do lado esquerdo. Mas não sem antes poisar os olhos no quadro colorido que ali se desenha: as casas de palafita dos pescadores.

Finalmente corre uma brisa e, no regresso, o calor abafado dá lugar a um fim de tarde agradável. As aves, essas, nunca as vimos com a nitidez que desejávamos. Um conselho? Traga uns binóculos, que vão ser úteis. O senhor que se vê na foto fez questão de os partilhar connosco. E comprova-se: faz toda a diferença.

A viagem ao Mouchão da Póvoa dura 3 horas e o bilhete custa 14€ (adultos), 10€ (grupos superiores a 5 pessoas) ou 7€ (estudantes). Gratuito para crianças até 10 anos. Partidas de 3ª a domingo pelas 14h00 e regresso às 17h00. Os passeios realizam-se durante todo o ano, incluindo nos meses de Inverno, desde que as condições climatéricas o permitam. A TransTróia realiza este e outros cruzeiros no Tejo: percursos e horários em www.transtroia.com.
   
 
2007-10-03
De barco pelo Tejo, até ao Mouchão da Póvoa
Embarcámos no «Castro Júnior» e fomos descobrir as ilhas no meio do Tejo e os flamingos.
Catarina Sacramento
 
   
Sabia que existem ilhas no meio do rio Tejo? E que uma delas é uma reserva natural de aves aquáticas? Se respondeu não às duas perguntas anteriores, este texto é para si. O Lifecooler embarcou numa viagem a bordo do Castro Júnior e conta-lhe o que viu (flamingos incluídos).
   
Flamingos no Tejo?

Sim, é verdade. Os flamingos não existem só nos documentários do National Geographic ou em países distantes. Espante-se - sobretudo se vive em Lisboa e ainda não sabia -, mas é possível vê-los bem mais perto, ao vivo e a cores, em pleno rio Tejo. Na verdade, não tão perto quanto isso… mas já lá iremos. A convite da TransTróia, fomos conhecer duas ilhas, situadas a curta distância, e observar as aves que ali habitam.

Quinze horas, cais de embarque. Os teleféricos passam, de um lado para o outro, sobre as nossas cabeças. É junto ao Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, que o Castro Júnior se encontra, mas dentro de alguns minutos já estará em marcha, com a bússola apontada para norte. O destino são os Mouchões da Póvoa de Santa Iria.

E a pergunta impõe-se: mas o que é um mouchão? É uma língua estreita de areia, semeada de vegetação, que serve de habitat a uma série de aves marinhas.
   
Castro Júnior, aí vamos nós

A embarcação onde seguimos chama-se Castro Júnior. É verde e ao contrário do que o nome faria supor, já tem 60 anos de viagens no rio. Contudo, há quase 10 anos o barco foi remodelado, ganhou uma cozinha, casas de banho e desde 1998 transporta turistas (e já não mercadoria).

O dia está quente, o ambiente calmo. A contrariar a taxa média de ocupação ao longo do Verão, desta vez não são mais de 30 os passageiros espalhados pelas mesas e bancos de madeira do barco.

Tudo a postos: o Castro Júnior arranca e o som do motor a trabalhar lembra que os tempos em que navegava à vela há muito ficaram para trás. Como o cais de embarque, mais distante a cada minuto que passa. Ao leme vai o mestre Henriques, com os 50 anos de experiência rio e de mar: toda uma vida dedicada à pesca do bacalhau, como nos conta.
   
É lento o ritmo do passeio: nunca ultrapassa os quatro ou cinco nós (menos de 10 km/hora). Afinal, a ideia não era ser uma aventura emocionante, mas um passeio descontraído. Olha-se para um lado, depois para o outro, a fruir da paisagem. Neste “cruzeiro rústico” não se procuram grandes luxos, mas sim três horas com a natureza em volta e o azul do céu no horizonte.

Vinte minutos depois, uma experiência rara: ver a ponte Vasco da Gama de um ângulo nada habitual - precisamente de baixo. E ao fim de algum tempo, na margem esquerda, já começam a avistar-se umas aves. Com uns binóculos emprestados, é possível distinguir um grupo de flamingos: onze, mais precisamente. E além deles há cegonhas, garças ou colhereiros, assim baptizados devido ao bico em forma de colher.

O barco avança pelo espaço entre as ilhas e, não tarda, os pontos brancos de um lado e de outro vão começar a tomar forma. E a tornar-se cor-de-rosa. Bingo! Lá está mais grupo de flamingos, as estrelas do passeio.
   
De olhos bem abertos

À medida que a garganta de água estreita, a língua de terra coberta de verde (ou seja, o mouchão) torna-se mais visível do lado direito. Mas, infelizmente, nunca permite grandes aproximações: por se tratar de uma reserva natural selvagem e também porque neste ponto a água não tem mais de 2,5 metros de profundidade. Ao fim de hora e meia, é tempo de dar meia volta e contemplar o mouchão, agora do lado esquerdo. Mas não sem antes poisar os olhos no quadro colorido que ali se desenha: as casas de palafita dos pescadores.

Finalmente corre uma brisa e, no regresso, o calor abafado dá lugar a um fim de tarde agradável. As aves, essas, nunca as vimos com a nitidez que desejávamos. Um conselho? Traga uns binóculos, que vão ser úteis. O senhor que se vê na foto fez questão de os partilhar connosco. E comprova-se: faz toda a diferença.

A viagem ao Mouchão da Póvoa dura 3 horas e o bilhete custa 14€ (adultos), 10€ (grupos superiores a 5 pessoas) ou 7€ (estudantes). Gratuito para crianças até 10 anos. Partidas de 3ª a domingo pelas 14h00 e regresso às 17h00. Os passeios realizam-se durante todo o ano, incluindo nos meses de Inverno, desde que as condições climatéricas o permitam. A TransTróia realiza este e outros cruzeiros no Tejo: percursos e horários em www.transtroia.com.
   
 
2007-10-03
De barco pelo Tejo, até ao Mouchão da Póvoa
Embarcámos no «Castro Júnior» e fomos descobrir as ilhas no meio do Tejo e os flamingos.
Catarina Sacramento
 
   
Sabia que existem ilhas no meio do rio Tejo? E que uma delas é uma reserva natural de aves aquáticas? Se respondeu não às duas perguntas anteriores, este texto é para si. O Lifecooler embarcou numa viagem a bordo do Castro Júnior e conta-lhe o que viu (flamingos incluídos).
   
Flamingos no Tejo?

Sim, é verdade. Os flamingos não existem só nos documentários do National Geographic ou em países distantes. Espante-se - sobretudo se vive em Lisboa e ainda não sabia -, mas é possível vê-los bem mais perto, ao vivo e a cores, em pleno rio Tejo. Na verdade, não tão perto quanto isso… mas já lá iremos. A convite da TransTróia, fomos conhecer duas ilhas, situadas a curta distância, e observar as aves que ali habitam.

Quinze horas, cais de embarque. Os teleféricos passam, de um lado para o outro, sobre as nossas cabeças. É junto ao Pavilhão Atlântico, no Parque das Nações, que o Castro Júnior se encontra, mas dentro de alguns minutos já estará em marcha, com a bússola apontada para norte. O destino são os Mouchões da Póvoa de Santa Iria.

E a pergunta impõe-se: mas o que é um mouchão? É uma língua estreita de areia, semeada de vegetação, que serve de habitat a uma série de aves marinhas.
   
Castro Júnior, aí vamos nós

A embarcação onde seguimos chama-se Castro Júnior. É verde e ao contrário do que o nome faria supor, já tem 60 anos de viagens no rio. Contudo, há quase 10 anos o barco foi remodelado, ganhou uma cozinha, casas de banho e desde 1998 transporta turistas (e já não mercadoria).

O dia está quente, o ambiente calmo. A contrariar a taxa média de ocupação ao longo do Verão, desta vez não são mais de 30 os passageiros espalhados pelas mesas e bancos de madeira do barco.

Tudo a postos: o Castro Júnior arranca e o som do motor a trabalhar lembra que os tempos em que navegava à vela há muito ficaram para trás. Como o cais de embarque, mais distante a cada minuto que passa. Ao leme vai o mestre Henriques, com os 50 anos de experiência rio e de mar: toda uma vida dedicada à pesca do bacalhau, como nos conta.
   
É lento o ritmo do passeio: nunca ultrapassa os quatro ou cinco nós (menos de 10 km/hora). Afinal, a ideia não era ser uma aventura emocionante, mas um passeio descontraído. Olha-se para um lado, depois para o outro, a fruir da paisagem. Neste “cruzeiro rústico” não se procuram grandes luxos, mas sim três horas com a natureza em volta e o azul do céu no horizonte.

Vinte minutos depois, uma experiência rara: ver a ponte Vasco da Gama de um ângulo nada habitual - precisamente de baixo. E ao fim de algum tempo, na margem esquerda, já começam a avistar-se umas aves. Com uns binóculos emprestados, é possível distinguir um grupo de flamingos: onze, mais precisamente. E além deles há cegonhas, garças ou colhereiros, assim baptizados devido ao bico em forma de colher.

O barco avança pelo espaço entre as ilhas e, não tarda, os pontos brancos de um lado e de outro vão começar a tomar forma. E a tornar-se cor-de-rosa. Bingo! Lá está mais grupo de flamingos, as estrelas do passeio.
   
De olhos bem abertos

À medida que a garganta de água estreita, a língua de terra coberta de verde (ou seja, o mouchão) torna-se mais visível do lado direito. Mas, infelizmente, nunca permite grandes aproximações: por se tratar de uma reserva natural selvagem e também porque neste ponto a água não tem mais de 2,5 metros de profundidade. Ao fim de hora e meia, é tempo de dar meia volta e contemplar o mouchão, agora do lado esquerdo. Mas não sem antes poisar os olhos no quadro colorido que ali se desenha: as casas de palafita dos pescadores.

Finalmente corre uma brisa e, no regresso, o calor abafado dá lugar a um fim de tarde agradável. As aves, essas, nunca as vimos com a nitidez que desejávamos. Um conselho? Traga uns binóculos, que vão ser úteis. O senhor que se vê na foto fez questão de os partilhar connosco. E comprova-se: faz toda a diferença.

A viagem ao Mouchão da Póvoa dura 3 horas e o bilhete custa 14€ (adultos), 10€ (grupos superiores a 5 pessoas) ou 7€ (estudantes). Gratuito para crianças até 10 anos. Partidas de 3ª a domingo pelas 14h00 e regresso às 17h00. Os passeios realizam-se durante todo o ano, incluindo nos meses de Inverno, desde que as condições climatéricas o permitam. A TransTróia realiza este e outros cruzeiros no Tejo: percursos e horários em www.transtroia.com.
   
 
2007-10-03
 


 

Vídeo em Youtube da TVP Web TV

 
 
Flamingos no Estuário do Tejo
Castro Júnior
 
Copyright © Transtróia - Transportes Fluviais e Serviços Náuticos, Lda
Todos os direitos reservados
montejunto.com